30 março 2011

Dia Internacional do Livro Infantil


Mensagem do dia 2 de Abril de 2011,
Dia Internacional do Livro Infantil
“Quando Arno e o seu pai chegaram à escola, as aulas já tinham começado.”
No meu país, a Estónia, quase toda a gente conhece esta frase de cor. É a primeira linha de um livro intitulado Primavera. Publicado em 1912, é da autoria do escritor estónio Oskar Luts (1887-1953).
Primavera narra a vida de crianças que frequentavam uma escola rural na Estónia, em finais do século XIX. O Autor escrevia sobre a sua própria infância e Arno, na verdade, era o próprio Oskar Luts na sua meninice.
Os investigadores estudam documentos antigos e, com base neles, escrevem livros de História. Os livros de História relatam eventos que aconteceram, mas é claro que esses livros nunca contam como eram de facto as vidas das pessoas comuns em certa época.
Os livros de histórias, por seu lado, recordam coisas que não é possível encontrar nos velhos documentos. Podem contar-nos, por exemplo, o que é que um rapaz como Arno pensava quando foi para a escola há cem anos, ou quais os sonhos das crianças dessa época, que medos tinham e o que as fazia felizes. O livro também recorda os pais dessas crianças, como queriam ser e que futuro desejavam para os seus filhos.
Claro que hoje podemos escrever livros sobre os velhos tempos, e esses livros são, muitas vezes, apaixonantes. Mas um escritor actual não pode realmente conhecer os sabores e os cheiros, os medos e as alegrias de um passado distante. O escritor de hoje já sabe o que aconteceu depois e o que o futuro reservava à gente de então.
O livro recorda o tempo em que foi escrito.
A partir dos livros de Charles Dickens, ficamos a saber como era realmente a vida de um rapazinho nas ruas de Londres, em meados do século XIX, no tempo de Oliver Twist. Através dos olhos de David Copperfield (coincidentes com o olhar de Dickens nessa época), vemos todo o tipo de personagens que ao tempo viviam na Inglaterra — que relações tinham, e como os seus pensamentos e sentimentos influenciaram tais relações. Porque David Copperfield era de facto, em muitos aspectos, o próprio Charles Dickens; Dickens não precisava de inventar nada, ele pura e simplesmente conhecia aquilo que contava.
São os livros que nos permitem saber o que realmente sentiam Tom Sawyer, Huckleberry Finn e o seu amigo Jim nas viagens pelo Mississippi em finais do século XIX, quando Mark Twain escreveu as suas aventuras. Ele conhecia profundamente o que as pessoas do seu tempo pensavam sobre as demais, porque ele próprio vivia entre elas. Era uma delas.
Nas obras literárias, os relatos mais verosímeis sobre gente do passado são os que foram escritos à época em que essa mesma gente vivia.
O livro recorda.

Tradução: José António Gomes

Nascida em 1932, na Estónia, Aino Pervik publicou cerca de meia centena de livros para crianças, a par de poesia e narrativas para adultos. Distinguida com vários e prestigiosos prémios e traduzida em diversas línguas, obras suas têm sido adaptadas ao teatro e ao cinema. A velha mãe Kunks, Arabella, a filha do pirata, Paula aprende a sua língua (integrado numa série protagonizada pela mesma personagem), são apenas três dos seus títulos mais conhecidos.


A Mensagem do Dia Internacional do Livro Infantil é uma iniciativa do IBBY (International Board on Books for Young People), difundida em Portugal pela APPLIJ (Associação Portuguesa para a Promoção do Livro Infantil e Juvenil), Secção Portuguesa do IBBY

28 março 2011




  No dia 24 de Março, os alunos do AVERT ( 3º F, 5ºB, 5ºD e 8ºE) puderam conversar com a escritora Luísa Azevedo sobre o seu livro:
  A escritora falou sobre as motivações que a levaram a escrever e respondeu a todas as questões dos alunos incentivando-os à leitura e à escrita.
   Foi uma tarde muito agradável.

   Obrigada a todos.

Dramatização na "Semana da Leitura"

No âmbito da actividade “Semana da Leitura” promovida pelo PNL, o nosso agrupamento desenvolveu vários eventos junto da sua comunidade escolar (de 21 a 25 de Março 2011) e participou também na “Semana Concelhia da Leitura” (de 2 a 5 de Março 2011) juntamente com as Bibliotecas Escolares do concelho, com a Câmara Municipal de Gondomar e a sua Biblioteca Municipal.
Para assinalar estas datas, a Biblioteca Escolar trabalhou arduamente para levar ao palco a obra dramática De Pedra… Só as Muralhas, da Doutora Emília Costa, nossa docente. Coube às professoras Agostinha Gomes e Palmira Ferreira a tarefa de ensaiar os alunos do 8ºC ao longo do período. Os Professores Alice Rêgo e António Morgado também contribuíram para as duas representações, uma no auditório da BMG (2 de Março) e a outra na cantina da nossa escola sede (24 de Março).
O espectáculo foi um sucesso, sendo muito elogiado pela representante da CMG, Dra. Liliana Pires, que não se cansou de tecer louvores aos nossos pequenos grandes actores.

A todos os nossos parabéns.

22 março 2011

Exposição dos trabalhos do concurso "Faça lá um Poema" do PNL


Aqui fica a imagem da exposição de alguns trabalhos do concurso "Faça lá um poema" promovido pelo PNL (Plano Nacional de Leitura).
A todos os participantes o nosso bem-haja.

Declamação do poema Iniciação na "Semana da Leitura"

Poema de Ademar Santos

(dedicado a todos os professores do AVERT)

Iniciação

Não cobiço nem disputo os teus olhos
não estou sequer à espera que me deixes ver através dos teus olhos
nem sei tão pouco se quero ver o que vêem e do modo como vêem os teus olhos
Nada do que possas ver me levará a ver e a pensar contigo
se eu não for capaz de aprender a ver pelos meus olhos e a pensar comigo
Não me digas como se caminha e por onde é o caminho
deixa-me simplesmente acompanhar-te quando eu quiser
Se o caminho dos teus passos estiver iluminado
pela mais cintilante das estrelas que espreitam as noites e os dias
mesmo que tu me percas e eu te perca
algures na caminhada certamente nos reencontraremos
Não me expliques como deverei ser
quando um dia as circunstâncias quiserem que eu me encontre
no espaço e no tempo de condições que tu entendes e dominas
Semeia-te como és e oferece-te simplesmente à colheita de todas as horas
Não me prendas as mãos
não faças delas instrumento dócil de inspirações que ainda não vivi
Deixa-me arriscar o barro talvez impróprio
na oficina onde ganham forma e paixão todos os sonhos que antecipam o futuro
E não me obrigues a ler os livros que eu ainda não adivinhei
nem queiras que eu saiba o que ainda não sou capaz de interrogar
Protege-me das incursões obrigatórias que sufocam o prazer da descoberta
e com o silêncio (intimamente sábio) das tuas palavras e dos teus gestos
ajuda-me serenamente a ler e a escrever a minha própria vida.

Poema Metade na BE durante a "Semana da Leitura"

 Metade,  de Ferreira Gullar

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.

Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio…

Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste…

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade…
também

21 março 2011

Semana da leitura



Atividades da Semana da Leitura
“ Leitura, energia, floresta”
21 a 25 de Março 2011

Data
Actividades
Intervenientes
Espaço

21/03/2011
Projeção do PowerPoint do poema “Metade” de Ferreira Gullar

15h15: Leituras Luminosas

Equipa BE


E.E:  Felismina Simões

BE


A2
            
22/03/2011

10h e 15h05 Declamação do Poema “Iniciação” de Ademar Santos

Daniela Sousa e Rui Alves

Sala dos Docentes

23/03/2011

10h e 15h05
Hino à Leitura

Silvério Coutinho
5ºD e 9ºD

Escadaria principal

24/03/2011

9h30: Leituras Luminosas

Encontro com a escritora Luísa Azevedo
13h30: 8ºE
14h: 3ºF
14h30: 5ºC
15h: 5ºB
15h30:5ºD



16h: dramatização
“De pedras… só as Muralhas”


E.E: Rosa Mota

Luísa Azevedo
Lina Martins
3ºF
Jorge Guimarães
5ºC, D
Emília Melo
5ºB
Agostinha Gomes
8ºE

Palmira Ferreira e Agostinha Gomes
8ºC, 9ºE

C3


BE








Cantina

25/03/2011

Concurso “Narrativas em Verso”

Alunos c/ NEE



BE
21 a 25 de Março 2011
Concurso “O Cartaz da Minha Escola”
Alice Fernandes
Alunos
Sala de aula

21 a 25 de Março 2011

Exposição de trabalhos sobre o PNL e sobre o concurso “Faça Lá um Poema”

AVERT

BE


Equipa da BE