quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Ler em 10 minutos… todos os dias


Ler como? O quê? Todos os dias? Onde? São as várias questões que, frequentemente, me deparo enquanto professora bibliotecária. O desafio estava lançado. O projeto levou-me a olhar de novo para as estantes, observar de perto o fundo documental, procurar contos, indicar sites de leitura, de livros, revistas e outros. Além disso coloquei livros em cima das mesas nas estantes de exposição. A iniciativa lançada pelo Plano Nacional de Leitura é ler por prazer todos os dias e em qualquer lugar. Partindo daquilo que a comissária do Plano Nacional de Leitura (PNL), Teresa Calçada, disse à Lusa: “Queremos introduzir a leitura por prazer e que os alunos percebam o valor cultural da leitura”, integrámos este projeto, no Mês das Bibliotecas Escolares e decidimos sensibilizar os alunos para a importância da leitura nos vários níveis de ensino. O sucesso desta iniciativa está dentro das Bibliotecas Escolares do Agrupamento!


 

 




segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Mês Internacional das Bibliotecas Escolares: Outubro



O mês de Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar. Esta declaração foi aprovada pela International Association of School Librarianship (IASL) em Janeiro de 2008, quando o comité executivo da IASL aprovou a mudança do Dia Internacional da Biblioteca Escolar (celebrado todas as quadragésima segunda-feira de Outubro) pelo Mês Internacional da Biblioteca Escolar.


O seu objectivo é chamar a atenção sobre a importância das bibliotecas escolares na educação. Esta mudança coincide com o décimo primeiro aniversário da sua celebração por parte da IASL, e permite aos responsáveis das bibliotecas escolares de todo o mundo eleger o dia de outubro, este ano a 28 de outubro,  que melhor se adapte as suas necessidades com o fim de ressaltar a importância das bibliotecas escolares. 

Este ano o lema é: VAMOS IMAGINAR!


 Nada melhor que um livro para imaginar, sonhar, conhecer, viver... Os livros transportam-nos para outros mundos. As asas devem sobrevoar as áreas da literacia da leitura, literacia da informação, literacia digital e literacia dos media, a fim de contribuírem para a prossecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os 17 objetivos para transformar o mundo, das Nações Unidas. Continue a ler AQUI 

VISITE A BIBLIOTECA ESCOLAR!



quarta-feira, 17 de julho de 2019

No Mundo do livro



O mundo do livro

Eu posso encontrar
Palavras mágicas
Que sabem falar

Um mundo de encantar
Letras de mãos dadas
Que fazem sonhar

Imagens para ilustrar
Poetas crianças
Que sabem partilhar

Alunos do JI de São Caetano 2

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Problema do mês



Ao longo do 2º e 3º período os alunos foram realizando os problemas propostos pela disciplina de Matemática e divulgados na BE. Todos os meses eram publicitados os resultados.
 Os alunos iam somando pontos. No final do ano apuraram-se as classificações finais. Os melhores alunos foram: Bruno Santos do 6ºA  e Raúl Carvalho do 7ºA. Estes tiveram direito a um diploma e e um prémio de participação.

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Voluntariado na Biblioteca Escolar


Na nossa Biblioteca Escolar houve  três alunos que fizeram serviço de  voluntariado e outros que  ajudaram os colegas nas disciplinas onde  tinham  mais dificuldades. Ambos conseguiam  manter o silêncio e fazer cumprir as regras de acesso à Biblioteca, mesmo quando estavam  perante colegas mais velhos.
Enquanto o Bruno, atrás da secretária, que se encontra à entrada da Biblioteca ia registando as requisições / devoluções de livros e as inscrições de acesso aos computadores, o João explicava   aos  colegas  como deviam  usar os cacifos.
O  aluno que exerceu serviço de  voluntariado na Biblioteca  Escolar durante mais tempo foi o João.  Ele ajudava a D. Ana (assistente auxiliar da Biblioteca) em diversas tarefas, tais como: colar as etiquetas de cotação nos livros e nos DVD’s,  carimbar os livros e  colocar os  da mesma coleção, por ordem.
Mas estes alunos voluntários, por vezes, também ficavam à porta, perguntando a cada colega o que vinha fazer, quanto tempo pensava demorar no computador, gerindo assim o número de cacifos vazios e computadores disponíveis, prontos a serem usados. Muitas vezes colocavam na porta o letreiro, “cheio”ou “esgotado”, pedindo aos colegas para esperarem um pouco. No fundo estavam a gerir o espaço com eficiência. Quando havia barulho ou os colegas estavam, no computador, indevidamente, - nas redes sociais -, eram os primeiros a chamar a atenção aos  mesmos.
Numa escola onde mais de 700 alunos  a  utilizarem a Biblioteca e com um registo  à volta das três mil entradas, ao longo do ano letivo, há momentos em que fica com a lotação esgotada.Muitas vezes eram os próprios voluntários, com a supervisão da professora ou da D. Ana que procuravam uma solução. Nem sempre era fácil, porque esgotando os cacifos, não podia entrar mais ninguém. Os alunos pediam aos colegas para aguardar um pouco, pois com o toque da próxima aula, surgiam espaços vazios. Várias foram as vezes em que os alunos ficaram à porta esperando um lugar. Mas, era com orgulho, que o Bruno e o João diziam que a biblioteca estava esgotada.
Uma das razões para a elevada afluência, prende-se com a possibilidade dos alunos realizarem as suas pesquisas nos computadores, os seus trabalhos em grupo, a pares, ou individualmente. Porém o estudo a pares, em grupo ou individualmente também era uma constante. Tínhamos alunos que vinham, diariamente, para estudar e colocar aos colegas as suas dúvidas. A Íris era uma dessas alunas. Chegava sempre acompanhada de uma colega. Sentava-se na mesa redonda, com os seus cadernos. Aos poucos os seus colegas iam chegando e da Matemática à História, havia sempre uma dúvida ou uma explicação que a Íris ia resolvendo. Mas o Raúl também chegava  e sentava-se a ler ou a estudar, numa mesa grande. Quando olhávamos de novo, já tinham chegado mais colegas, para estudarem ou tirarem as suas dúvidas.O silêncio absoluto era impossível neste momento, havia sempre um burburinho dos alunos. Estes trocavam ideias, tiravam dúvidas uns com os outros, partilhavam saberes. Por diversas vezes era chamada para explicar ou clarificar uma ideia. Era preciso uma resposta, uma solução, pesquisar nos livros ou no computador.... A Biblioteca estava a cumprir a sua função: um local de aprendizagens onde os alunos colaboraram entre si e com os professores. Ao invés a biblioteca em silêncio absoluto só acontece quando está vazia!
Professores e alunos podem sempre contar com a Biblioteca escolar. Hoje revela-se, face aos desafios atuais e pelas condições de espaço e acolhimento, de equidade, no acesso à informação e de múltiplas possibilidades de aprendizagem potenciadoras de oportunidades à vastíssima  informação que contém em si mesma. Porém evidencia também uma resposta aos novos desafios formativos e pedagógicos, que se avizinham.

Maria do Rosário Machado Pinto
(Coordenadora da Biblioteca Escolar)