terça-feira, 26 de abril de 2011

Concurso "Portugal Europeu"



Resultados do Concurso "Portugal Europeu" - escalão dos 14-15 anos

A Escola EB 2,3 de Rio Tinto, nº1 - Gondomar foi convidada a participar, com 24 alunos entre os 14 e os 15 anos, na sessão do Euroscola que decorre no Parlamento Europeu em Estrasburgo a 10 de Junho próximo. Este convite foi feito na sequência da participação da escola no concurso "Portugal Europeu" e de uma visita realizada ao Espaço Europa, em Lisboa, no dia 23 de Fevereiro. A Escola EB 2,3 de Rio Tinto, nº1 - Gondomar obteve a melhor classificação no escalão etário em que concorreu, com um total de 162 pontos e uma média de 6,75.

Parabéns!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

História colectiva do 1º ciclo

O pobre Campónio e o Burro falante
Não há muito tempo atrás, numa noite de Verão, estava Joaquim (mais conhecido por Quinzinho) a observar atentamente o luar. Era noite de lua cheia e os campos alentejanos, iluminados, transmitiam a calma característica desta região.
Joaquim, um pobre campónio alentejano, era uma espécie de bobo da corte lá da terra. Tal sucedia porque Quinzinho conversava com o seu burro, jurando a pés juntos que ele lhe respondia.
A certa altura, algo de muito estranho aconteceu: um agente da autoridade foi convocado para fazer uma rusga em casa do Joaquim. Essa rusga resultou de uma chamada anónima para a esquadra da polícia, informando que Quinzinho teria roubado, à vizinhança, alguns fardos de palha para alimentar o seu burro falante.
Quando o polícia Henrique entrou na velha casa do Quinzinho, algo lhe cheirou a esturro. Ele desconfiou logo quando viu uma porta fechada com um cadeado ferrugento:
-Sr. Joaquim, porque é que tem esta porta fechada a cadeado? – Nesta altura o Quinzinho ficou atrapalhado e respondeu com voz trémula:
- Porque tenho esta porta fechada a cadeado? Ora bem porque, porque, … tenho lá os meus alimentos e como sou pobre, não quero que ninguém os roube! – Apesar da justificação, o polícia Henrique não acreditou e pediu-lhe que abrisse a porta. Quando entrou, ficou boquiaberto com o que viu: vários fardos de palha, empilhados uns em cima dos outros. Então, o polícia perguntou-lhe.
-Se você é pobre como conseguiu arranjar esta palha toda?
- Foi um amigo que me deu esta palha, para alimentar o Orelhas.
- Quem?!
- É o meu burro falante! - Respondeu o Quinzinho entusiasmado. Mas o polícia não acreditando nisso, perguntou:
- Um burro falante? Não me faltava mais nada! Ora vamos lá então ver esse burro.
- Com certeza Sr. polícia. O problema é que o Orelhas é muito envergonhado e só fala comigo. Por isso eu proponho o seguinte: o Sr. esconde-se atrás da porta, e eu entro e começo a falar com ele. – O polícia Henrique concordou e lá foram eles até ao estábulo.
Chegando ao estábulo, o polícia, como o combinado, escondeu-se atrás da porta e o Quinzinho dirigiu-se para junto do seu burro falante.
- Olá Orelhas! Bom dia! Passaste bem a noite? - Perguntou o Quinzinho
- “Oãn iugesnoc rimrod”.- Respondeu o burro.
- O quê? Tiveste insónias, porquê?
- “Evit serod ed agirrab e sotimov adot etion”. - Voltou a responder o burro.
- A palha que te dei, deu-te cólicas!
O polícia Henrique, pasmado com a conversa daqueles dois, sai de trás da porta e exclama:
- Com mil macacos, isto é fantástico! Que língua estranha fala esse animal?!
- Ó Senhor polícia, a semana passada veio cá o veterinário e teve de lhe arrancar três dentes. Por isso, o Orelhas fala um bocadinho mal. Mas eu já estou habituado e percebo-o bem!
- Mas então e os fardos de palha? Quem foi esse amigo que lhos deu? Estou a achar isto tudo muito estranho!
- Então venha cá à minha cozinha que eu faço-lhe um chá de camomila porque a história é comprida e você está muito nervoso.
E lá foram os dois…
Quinzinho começou com muitos enredos e acabou por dizer que o seu amigo tinha ganho o euromilhões,  e por isso, lhe tinha dado toda a palha da sua quinta e ido de férias!
O polícia, desconfiado da história que o Quinzinho lhe contou, perguntou:
- Onde é essa quinta e quem é esse amigo?
Quinzinho, muito atrapalhado, disse ao polícia que a quinta do seu amigo Mãos Largas ficava na Terra do Nunca.