terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Poema Sol tos

A oitava edição do Concurso Poemas Sol tos já está a decorrer.
Informa-te junto do teu professor de Língua Portuguesa e participa.
Vê o teu trabalho publicado num livro.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Vencedores do Concurso Nacional de Leitura (1ª fase)


Realizada a 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura, divulgamos aqui os vencedores que irão representar a nossa escola, na 2º fase do concurso, na biblioteca Almeida Garrett, no Porto:
  • Ana Isabel Santos, 8º E, nº 2
  • Luísa Ladeira, 9ºC, nº 12
  • Hanna Catarina Moraes, 8ºD, nº6

A todos os participantes o nosso muito obrigada e desejamos boa sorte aos nossos vencedores.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Conto do Mês

Uma questão de amor

No centro de Portugal, numa pequena vila da Beira Alta, vivia um jovem casal com uma filha.
Este casal nada teria de especial se não fosse o facto de ser detentor de uma das maiores fortunas do país.
O jovem Gabriel era filho morgado de uma família muito abastada e tinha contraído matrimónio com uma belíssima rapariga da região, também muito rica, o que veio ainda aumentar o seu património.
Deste casamento nasceu a tão desejada criança, mas só após vários abortos espontâneos, a que deram o nome de Linda.
Ao longo de toda a sua infância, a menina esteve sempre rodeada de muito amor, ternura e carinho. Todavia, os pais nunca descuraram a sua educação, zelando por lhe transmitir apurados valores de justiça e responsabilidade e, em vez de uma criança mimada e egoísta, Linda transformou-se num maravilhoso ser, repleto de virtudes.
Desde tenra idade, ela acompanhava a sua mãe em campanhas de solidariedade e de ajuda ao próximo, moldando a sua personalidade.
Como todas as crianças, gostava de brincar, mas os seus momentos especiais giravam à volta dos livros. É que para além de objectos de arte de elevadíssimo valor, a casa onde vivia possuía uma das melhores e mais valiosas bibliotecas de Portugal, reunindo colecções e livros de escritores notáveis nacionais e estrangeiros, como Eça de Queirós ou Zola. Muitos dos livros reunidos eram edições autografadas pelos próprios autores e pertenciam à família desde o século XVIII.
Era neste espaço cheio de histórias, de vidas e de aventuras que Linda procurava o seu refúgio. Aqui ela descobria maravilhosas aventuras, onde os sons que se espalhavam pela sala emanavam dos seus protagonistas. Linda vivia as emoções das personagens, tão depressa ria como chorava. Não havia os condicionalismos dos filmes. A sua liberdade criativa não era manipulada por outros, era ela a realizadora.
Pois bem, foi neste ambiente que Linda cresceu e foram também as muitas histórias lidas que contribuíram para a construção da sua identidade.
Desta forma, Gabriel e a sua esposa Maria não ficaram muito admirados quando Linda lhes disse que queria ser professora, até porque este é o desejo de muitas crianças.
Os anos foram passando e o seu desejo permaneceu inalterável.
Por isso, em 1990, Linda ingressou na Faculdade de Letras de Coimbra para cursar Línguas e Literaturas Modernas. Ao longo dos seus estudos, nunca deixou de participar em campanhas de solidariedade, mas sentia que a sua missão de vida não estava completa.
Quando começou a leccionar, o contacto com os jovens ajudou-a ainda mais a consciencializar-se da diferença social que dividia Portugal. Começou a pesquisar na internet sobre organizações, sem fins lucrativos, voltadas para a solidariedade. Escreveu à UNICEF, oferecendo-se como voluntária. Sem respostas, foi procurando outras organizações e descobriu uma que tinha missões em países africanos.
Durante um ano, a par de todo o seu trabalho profissional, foi recebendo formação para cumprir o seu projecto de vida. Foi-se despojando dos seus bens materiais, dando ainda mais importância aos sentimentos.
Numa certa manhã, informou os pais que iria para Moçambique ajudar a construir um orfanato e uma escola. Foi uma manhã de tristeza e alegria, devido à amálgama dos sentimentos vividos por todos. Os pais sabiam que este desejo tinha sido alimentado desde criança, mas havia a distância…
Todos sabemos quando partimos, mas a incógnita do regresso não deixa de atormentar a alma.
Assim, no mês de Outubro, Linda apanhou o avião em direcção a Tete, uma das mais pobres e áridas regiões de Moçambique.
Foi um longo ano, cheio de trabalho e amor. Tijolo a tijolo o orfanato e a escola iam ganhando forma. Brevemente os meninos iriam ter um lugar só deles para poderem aprender a ler e escrever em condições humanas satisfatórias.
Linda sentia-se plenamente realizada. Estava a viver o seu sonho e ninguém lhe podia tirar isso.
Fazia um ano que ela tinha partido e nesse dia os pais receberam a terrível notícia: Linda tinha sido assassinada durante um assalto à missão.
O terror tinha-se instalado.
As televisões de todo o mundo noticiaram o fatídico acontecimento. Elementos do governo deslocaram-se para dar as condolências à família e assistir ao funeral.
Lentamente, Gabriel e Maria foram tomando consciência da catástrofe que se tinha abatido sobre eles.
Após o funeral, Gabriel, aparentando ter subitamente envelhecido dez anos, informou os órgãos de comunicação que se iria desfazer de uma parte dos seus bens materiais e que iria dar continuidade ao projecto da sua filha. Declarou que daí a um mês iria leiloar a sua biblioteca.
A notícia espalhou-se rapidamente pelos quatro cantos do mundo. Os mais importantes coleccionadores compareceram no dia marcado, pois todos conheciam bem as obras valiosas que Gabriel possuía e sonhavam deitar-lhes a mão.
O leilão começou com uma obra de um autor desconhecido Dias Felizes. Ouviu-se um burburinho e alguns começaram a mostrar a sua impaciência, pois ninguém licitava.
Ao fim de meia hora levantou-se timidamente uma mão.
Gabriel olhou para aquele jovem rosto que apesar de belo ostentava uma profunda tristeza e perguntou-lhe:
_ Conhece o autor do livro?
O jovem com voz trémula respondeu:
_ Quem escreveu esse livro foi a mulher da minha vida.
Nisso, Gabriel ordenou ao leiloeiro que lesse a carta que acompanhava o livro.
Calmamente, o leiloeiro leu o seguinte texto:
_“Ao adquirir este livro, adquire toda a colecção da biblioteca.”
Todos os presentes se sentiram revoltados, barafustaram e proclamaram estar perante uma grande vigarice.
Então, Gabriel e Maria levantaram-se e proferiram a seguinte declaração:
_ Só quem conheceu e deu importância à nossa filha é que é digno de receber todo o legado que acompanhou a sua vida. Está terminado o leilão.

Agostinha Monteiro

Atividades da BE

“Pegar um livro e abri-lo guarda a possibilidade do facto estético. O que são as palavras dormindo num livro? O que são esses símbolos mortos? Nada, absolutamente. O que é um livro se não o abrimos? Simplesmente um cubo de papel e couro, com folhas; mas se o lemos acontece algo especial, creio que muda a cada vez. “
Jorge Luís Borges

Durante o primeiro trimestre letivo, muitos foram os alunos que estiveram na Biblioteca Escolar.
Ao longo do mês de outubro, MIBE (Mês Internacional das Bibliotecas Escolares), os alunos dos 5º, 6º e 7º anos de escolaridade foram convidados a visitar o novo espaço, geralmente em articulação com a disciplina de Estudo Acompanhado, de forma a conhecer as regras de funcionamento da Biblioteca. Esta atividade denominou-se “ Uma Viagem à Biblioteca Escolar”.
Ainda durante esse mês, o professor Jorge Carvalho promoveu o workshop “Trabalhar com o Word” com o intuito de apetrechar os alunos dos 5º anos de ferramentas informáticas essenciais ao seu desenvolvimento.
Durante o mês de novembro, no dia 17, os alunos do 4º B participaram na atividade “Histórias de Livros Lidos”, dinamizada por três alunos do 7º G. Enquanto estes leram, com expressividade, a história “A Árvore” de Sophia de Mello Breyner Andresen, os mais novos estiveram atentamente a ouvir e, no fim da sessão, gerou-se um caloroso diálogo entre todos os presentes. Esta atividade irá contemplar todos os alunos do 4º ano das escolas do AVERT.
No final do mês de novembro, de 24 a 2 de dezembro, decorreu a  habitual Feira do Livro do Avert. No dia 25, em colaboração com a Associação de Pais, a biblioteca esteve aberta à noite e divulgou as obras das professoras Deolinda Reis, Emília Lemos e Agostinha Monteiro.
A todos os que têm participado nas atividades da Biblioteca o nosso muito obrigada.

A professora bibliotecária,
Agostinha Gomes

Feira do Livro

Ao longo da Feira do Livro, muitos foram os visitantes que por aqui passaram.
A todos eles o nosso muito obrigada.

Aqui ficam algumas imagens...